Floriano Teixeira

Em 1935 recebeu as primeiras aulas de desenho do professor Rubens Damasceno, neste mesmo ano pintou suas primeiras aquarelas. Engajou-se na imprensa, em "O Democrata", onde participavam grandes nomes do jornalismo como, Anníbal Bonavides, Odalves Lima, Aloíso Medeiros, Durval Aires, Moraes Né, e muitos outros, desenvolvendo desenhos para histórias em quadrinhos e caricaturas, Floriano era o fiel retrato do jornal, radicalizando suas posições . Em 1940, participou de um grupo de pintores liderados por J. Figueiredo, desde então começou a pintar com o cavalete.

Conheceu o trabalho de El Greco através de livros e revistas de arte. Em 1941 expôs no Primeiro Salão de Dezembro e ganhou o primeiro prêmio com o quadro "Bêbados". Na biblioteca do escritor e amigo Erasmo Dias descobriu os impressionistas franceses e expressionistas alemães. Em 1948 catalogando a coleção de obras de arte de Arthur Azevedo conheceu os trabalhos de Daumier, Gavarni, Millet e outros. Em 1949, em parceria com outros artistas , fundou o Núcleo Eliseu Visconti. Descobriu Candido Portinari. Trabalhou as técnicas monotipia e xilogravura. Em 1950 mudou-se para o Ceará. Os escritores em incessantes trabalhos convidaram-no para elaborar e ilustrar os projetos de suas obras de contos, poesias, crônicas, romances e ensaios. Aliado a Antônio Bandeira, Zenon Barreto e outros artistas, fundou o grupo dos "Independentes".

Em 1962, andava desenhando estampas para a fábrica de tecidos São José e também percorrendo o sertão como funcionário da Defesa Sanitária Animal, foi então convidado por Antônio Martins Filho, que tão logo notou seu talento excepcional, para integrar sua equipe da Universidade do Ceará, como desenhista, exercendo também a função de pesquisador. Com a ajuda de Heloísa Juaçaba e Zennon Franco, após coletar material suficiente para a instalação de um museu, Floriano organizou e dirigiu o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará. Floriano continuou os trabalhos artísticos com aprimoramento e ganhou espaço e prestígio nacional e internacional. A primeira exposição do pintor na Bahia se deu no Museu do Unhão, com trabalho intensivo na organização e no funcionamento do Museu, a exposição obteve grandioso sucesso. Floriano foi "emprestado" à Universidade Federal da Bahia por determinado período, mas aconteceu um pedido inevitável: a transferência de Floriano à Bahia. Jorge Amado, Carybé e outros bons amigos, com grande influência do reitor Miguel Calmon, Antônio Martins Filho com admiração e respeito concluiu a transferência de Floriano à Bahia e em 1969 mudou-se para Salvador onde residiu contribuindo para arte até morrer.